Tem coisa que acontece no Brasil que a gente lê, relê e ainda custa acreditar.

Nesta quinta-feira, 1º de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o retorno imediato de Paulo Curió ao comando da Prefeitura de Turilândia.

Curió estava afastado do cargo desde dezembro de 2025, no contexto das investigações da Operação Tântalo. O Ministério Público do Maranhão ofereceu denúncia contra ele e outros investigados, apurando suspeitas que envolvem, entre outros crimes, organização criminosa, fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de capitais. A denúncia foi apresentada em janeiro deste ano.

Agora, por decisão de Moraes, ele volta. E é justamente aí que começa a discussão que não pode ser calada.

A decisão do ministro sustenta que o afastamento já ultrapassava nove meses e que as razões que justificaram originalmente a medida cautelar precisavam ser reavaliadas diante da evolução da investigação. Moraes considerou excessivo manter a suspensão do exercício do mandato por tanto tempo e determinou o retorno do prefeito.

É uma decisão judicial. E decisão judicial se cumpre. Mas cumprir uma decisão não significa que a sociedade esteja proibida de questionar os efeitos dela; porque estamos falando de uma prefeitura. Estamos falando de uma cidade inteira.

Estamos falando de dinheiro público, contratos públicos, servidores públicos e de uma população que tem o direito de perguntar que mensagem está sendo transmitida quando alguém alvo de uma investigação dessa dimensão retorna ao comando do município antes mesmo de a denúncia ter sido analisada pelo tribunal de origem.

As cautelares não desapareceram

Paulo Curió continuará usando tornozeleira eletrônica, está proibido de manter contato com corréus, investigados e testemunhas e também não poderá contratar ou realizar determinadas transações administrativas com empresas citadas na investigação. Juridicamente a investigação continua, mas, administrativamente, o prefeito volta a sentar na cadeira de prefeito. E é claro, é isso que ele vinha sonhando há 9 meses; até porque é a única coisa que sempre interessou foi “a chave”.

Houve prisão preventiva. Houve afastamento. Houve uma investigação de grande proporção. Houve denúncia do Ministério Público. E houve uma série de medidas cautelares que continuam vigentes, mas, agora, mesmo assim, diante de tudo isso, ele recebe o presente de voltar ao ocupar o cargo de chefe do município.

No fim das contas, o que fica é a imagem de um país em que as instituições parecem cada vez mais bizarras, decisões cada vez mais difíceis de explicar e uma inversão de valores que assusta. O errado virou certo, o absurdo virou rotina e o cidadão parece ter sido condenado a assistir a tudo calado.

Uma nova ponte começa a mudar a rotina de moradores de uma comunidade na região do Ribeirão, em São Luís. A estrutura liga a Rua São Raimundo à 1ª Travessa do Ribeirão e facilita o acesso de famílias que vivem na região, incluindo áreas próximas às palafitas.

A construção foi realizada graças a atuação do vereador Astro de Ogum, que acompanhou a demanda apresentada pelos moradores e trabalhou para que a antiga dificuldade de acesso pudesse ser transformada em uma solução concreta.

Para quem vive na comunidade, a ponte representa mais do que uma passagem; é uma ligação que facilita a circulação de pessoas, o acesso às residências e o deslocamento diário de quem precisa sair para trabalhar, estudar ou buscar serviços básicos.

Em áreas onde as condições de mobilidade são historicamente mais difíceis, uma intervenção como essa também contribui para aproximar a comunidade e melhorar a integração entre os moradores.

“Não sou candidato, mas, mesmo assim, estou fazendo”

Astro de Ogum tem construído sua atuação política justamente a partir do acompanhamento de demandas que chegam das comunidades. Mesmo sem estar disputando um cargo eletivo nas eleições deste ano, o vereador mantém uma agenda voltada para bairros da capital e para pautas apresentadas diretamente pela população.

Em uma publicação sobre a nova ponte, Astro destacou justamente essa postura. “Eu tenho candidato, mas não sou candidato”, afirmou, ao falar sobre a continuidade do trabalho mesmo fora de uma disputa eleitoral.

 Ponte que interliga a Rua São Raimundo a 1ª Travessa do Ribeirão Ribeirão.

A declaração resume uma ideia que tem acompanhado a atuação do vereador: a presença nas comunidades não precisa estar condicionada ao período eleitoral.

No Ribeirão, essa presença se materializou em uma obra que passa a fazer parte do cotidiano de quem precisava conviver diariamente com as dificuldades de acesso.

E, para uma comunidade onde uma ponte pode significar chegar em casa com mais segurança, levar uma criança à escola ou simplesmente circular com mais facilidade, a mudança está justamente nas coisas mais básicas da vida.

Astro de Ogum, nesse caso, aparece não como o personagem de uma promessa, mas como o agente político que levou uma demanda comunitária até uma solução concreta.

Por: Mônica Alves

O Brasil acorda, vive e dorme sob o bombardeio incessante das casas de apostas. Basta ligar a televisão ou acessar rede social antes para perceber que a União não apenas permitiu o avanço das casas de apostas, mas, entregou o país a elas.

O que no início nos venderam como um entretenimento inofensivo e uma promissora fonte de arrecadação fiscal, se revelou, na prática, uma engrenagem voraz. Uma engrenagem que capturou o nosso mercado, capturou o nosso esporte e, o mais grave, vem corroendo a vida de milhões de famílias brasileiras.

E, pasmem: para entender a dimensão dessa subserviência e dependência, não precisamos ir longe; basta a gente olhar para o futebol nacional, a maior paixão cultural do país que, há poucos dias, emitiu uma nota oficial pela diretoria do Flamengo diante das movimentações do Governo Federal para conter ou proibir a atuação das bets no Brasil. Ao protestar contra a medida alegando “insegurança jurídica” e risco de colapso financeiro nas estruturas do clube, a direção rubro-negra fez mais do que defender seus contratos comerciais: ela assinou um atestado explícito de sujeição. Quando a maior e mais rica instituição esportiva do país admite que o futebol não se sustenta sem a irrigação contínua do dinheiro de apostas, fica claro que o esporte perdeu a sua autonomia. O futebol virou mero pano de fundo para a roleta digital.

O domínio sobre o futebol brasileiro é o exemplo mais nítido dessa capitulação. Hoje, é praticamente impossível assistir a uma partida sem ser assediado por dezenas de marcas de apostas estampadas nas camisas dos clubes, nos painéis do estádio e nas transmissões esportivas.

Essa “venda” que fizeram do país, contudo, não se limita somente aos gramados. As casas de apostas drenaram recursos do mercado financeiro e da economia real, afetando o orçamento das famílias brasileiras e desviando o consumo de bens essenciais para o abismo da ilusão do ganho fácil.

A contradição se torna ainda mais evidente na esfera política. O mesmo Governo Federal que abriu as portas e regulamentou a proliferação dessas plataformas agora ensaia atos de força e discursos inflamados contra o setor. Em plena corrida de conveniências políticas e em tom de urgência eleitoral, tenta-se dar uma “canetada salvadora” para conter o monstro que o próprio Estado ajudou a alimentar. É a política do apagar de incêndio: cria-se o problema, permite-se que ele crie raízes profundas no consumo das famílias e na economia real, e depois busca-se o aplauso fácil ao tentar proibir aquilo que antes se chancelou.

Mas para além do viés econômico, do futebol e das manobras de Brasília, existe o fator humano e é nele que essa conta se torna verdadeiramente sombria.

Por trás das telas coloridas e dos influenciadores sorridentes que prometem dinheiro fácil, há um rastro invisível de destruição. O vício em apostas virtuais não é apenas uma perda financeira pontual no orçamento mensal; trata-se de um mal silencioso e homicida, no sentido mais trágico da palavra. Quantos trabalhadores perderam o salário do mês, a dignidade e a paz familiar? Quantas pessoas, tomadas pelo desespero do endividamento irrecuperável viraram dados frios nas estatísticas de depressão e suicídio no nosso país?

Não podemos aceitar que vidas continuem sendo tratadas como margem de erro ou custo colateral de uma atividade que o próprio Governo permitiu escalar sem freios. O Brasil não pode continuar refém nem de bancas de apostas digitais, nem do oportunismo político de quem finge surpresa com o estrago que ajudou a causar.

O debate entre banir definitivamente (criminalizar) ou regulamentar de forma rígida as casas de apostas toca na ferida central da relação entre economia, vício e saúde pública. E isso, querendo ou não, precisa ser feito; mesmo que eu, pessoalmente, acredite que regulamentar tal mal seja apenas uma ilusão. Até porque os modelos das bets não é idealizado para mero entretenimento. Já é da “raiz” das plataformas serem viciantes e enganadoras.

A VittaJob Franchise Medicina e Segurança do Trabalho realizou no dia 19.09 o coquetel de inauguração para convidados e no dia 21.09 a abertura de sua nova unidade Prime localizada no Shopping da Ilha, Torre 2, Sala 105, em São Luís (MA). A novidade marca mais uma etapa no processo de expansão da marca maranhense, que aposta em inovação, comodidade e excelência no atendimento a empresas e trabalhadores.

Com um conceito diferenciado, a VittaJob Prime foi desenvolvida para oferecer uma experiência mais ágil e exclusiva aos seus clientes, reunindo localização estratégica, estrutura de atendimento e horário ampliado. A unidade funciona das 7h às 19h, mediante agendamento, ampliando as possibilidades de acesso aos serviços de Medicina e Segurança do Trabalho.

A inauguração reforça a proposta da VittaJob de acompanhar as necessidades do mercado e investir continuamente na melhoria dos serviços oferecidos. A chegada da unidade ao Shopping da Ilha também fortalece a presença da empresa em uma localização de fácil acesso na Grande São Luís.
Segundo Loide Almeida, CEO e fundadora da VittaJob, a unidade Prime representa um avanço na busca por um atendimento cada vez mais qualificado e alinhado às expectativas dos clientes.

“A unidade Prime nasce para elevar a experiência dos nossos clientes, unindo cuidado, prevenção, inovação e excelência.”

A nova unidade integra a estratégia de crescimento da VittaJob Franchise, reafirmando o compromisso da empresa com a saúde ocupacional, a prevenção de riscos e a segurança no ambiente de trabalho.

Com a inauguração, a VittaJob segue ampliando sua atuação e fortalecendo sua proposta de oferecer soluções especializadas para empresas e trabalhadores, mantendo como princípio o cuidado com as pessoas e a proteção dos negócios.

A disputa pelos bastidores do Poder Legislativo de São Luís ganhou um novo e tenso capítulo. A Justiça do Maranhão suspendeu, em decisão liminar, a eleição antecipada da Mesa Diretora da Câmara Municipal, que estava agendada para o dia 1º de outubro de 2026.
A decisão atende a um mandado de segurança coletivo peticionado por cinco vereadores: Aldir Júnior, André Campos, Douglas Pinto, Dr. Joel e Flávia Berthier. O grupo alegou a existência de graves irregularidades no processo de convocação do pleito, que definiria o comando da Casa para o biênio 2027–2028.
Eleição de madrugada?
Ao analisar o caso, o juiz plantonista apontou que o edital de convocação apresentava indícios de descumprimento do Regimento Interno e da Lei Orgânica do Município. Entre as principais falhas apontadas pelos parlamentares e acatadas pelo magistrado estão:
  • Falta de clareza: Ausência de prazos transparentes e regras nítidas para a inscrição e registro das chapas concorrentes.
  • Incerteza no rito: Divergências técnicas sobre a forma de votação adotada.
  • Mudança abrupta de horários: Inicialmente, a Mesa Diretora convocou a votação para ocorrer na madrugada (à 0h01) do dia 1º de outubro. Após forte desgaste político e críticas sobre a falta de publicidade, a presidência recuou e alterou o horário para as 9h, mas a mudança não foi suficiente para evitar a judicialização.
A decisão judicial, no entanto, não anula em definitivo a realização de um novo pleito. O magistrado determinou apenas a suspensão imediata dos efeitos do edital atual, exigindo que qualquer nova convocação reinicie o rito legal do zero, respeitando os prazos de ampla concorrência.
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de São Luís já sinalizou que deve recorrer da liminar junto ao Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) para tentar manter o cronograma original. Enquanto o recurso não é julgado, as costuras políticas continuam fora do plenário Simão Estácio da Silveira e se concentram nos gabinetes jurídicos.

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) esteve em São Luís nesta terça-feira (22) para uma agenda de campanha que movimentou as ruas da capital maranhense.

A programação começou ainda no Aeroporto Internacional Marechal Cunha Machado, onde Flávio foi recebido por apoiadores. De lá, o grupo seguiu em uma motocarreata pelas avenidas de São Luís, reunindo motos, carros, trio elétrico e uma grande quantidade de pessoas ao longo do percurso.

A mobilização terminou na região do Cohajap, em frente à Havan, onde foi realizado um comício. Flávio subiu ao trio elétrico para falar aos apoiadores e também concedeu entrevista a jornalistas durante a passagem pela capital.

Mas foi outro momento que acabou chamando atenção durante o evento.

Em meio à mobilização, Flávio se emocionou e chorou ao levantar um quadro com a fotografia do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. A cena foi registrada pelas câmeras e rapidamente ganhou espaço nas redes sociais.

Durante a agenda, o candidato também fez críticas ao ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, e falou sobre temas como segurança pública e futuras indicações para a Corte.

Agenda

A passagem por São Luís faz parte de uma série de compromissos de campanha de Flávio Bolsonaro pelo Nordeste.

Maranhão

A agenda desta terça-feira mostrou uma forte mobilização de apoiadores nas ruas da capital e terminou com um dos momentos mais emocionais da visita: Flávio diante da multidão, segurando a imagem do pai.

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  • Mônica

    Mônica Alves

    O blog Mônica Alves é um veículo de comunicação virtual, que vai informar, sugerir e analisar assuntos políticos, bastidores e comportamentos variados do estado do Maranhão e do Brasil.

    Ao criar essa página, quero contribuir e levantar questionamentos subjetivos dos mais simples aos que ganham grandes espaços de notoriedade, além de dar espaço à boas histórias, com personagens e lugares que serão (re) descobertos por meio de relatos em viagens, festividades culturais e visitas etnográficas, mas que nem sempre têm a oportunidade do destaque merecido.