O Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) deferiu o registro da candidatura de Aníbal Lins a deputado federal nas Eleições 2026. Filiado ao PL, ele concorrerá com o número 2240 e o nome de urna “Aníbal Lins”.

A decisão confirma o cumprimento de todos os requisitos legais de elegibilidade, além da regularidade da desincompatibilização do cargo de Oficial de Justiça do TJMA. Não houve impugnações ou registro de causas de inelegibilidade, e a Procuradoria Regional Eleitoral também se manifestou favoravelmente à candidatura.

Evento realizado neste sábado (22), em São Luís, reuniu lideranças, amigos e apoiadores dos dois candidatos

O superintendente do Iphan no Maranhão, Júnior Verde, promoveu neste sábado (22) um encontro com amigos, lideranças e apoiadores dos candidatos Cléber Verde, que disputa a reeleição para a Câmara Federal, e Júnior Vieira, candidato a deputado estadual.

O encontro foi realizado no bairro do Calhau, em São Luís, e reuniu pessoas ligadas aos dois projetos políticos em um momento de confraternização e diálogo.

Além do caráter de integração entre os participantes, a reunião ocorre no início do período eleitoral, quando candidatos e grupos políticos intensificam a mobilização e ampliam o contato com lideranças e apoiadores.

Durante o encontro, Cléber Verde e Júnior Vieira estiveram entre os principais nomes reunidos ao lado de Júnior Verde. A ocasião também serviu para aproximar apoiadores e fortalecer a articulação em torno das duas candidaturas.

Cléber Verde busca o sexto mandato como deputado federal. Antes de chegar à Câmara dos Deputados, também exerceu mandato de vereador em São Luís.

O encontro terminou em clima descontraído, com registros de participação de lideranças e apoiadores.

O chamado Caso Tech Office voltou ao centro do debate político do Maranhão depois que Gilbeson Cutrim, assassino confesso, condenado a 13 anos de prisão por homicídio, passou a ter palco para fazer acusações contra o governador Carlos Brandão.

Segundo as informações divulgadas sobre o caso, Gilbeson entregou à Polícia Federal o que classificou como provas de um suposto esquema de propina envolvendo o chefe do Executivo estadual. O material incluiria anotações manuscritas, uma etiqueta de dinheiro e a fotografia de um carro.

A história ganhou repercussão nacional após receber espaço na GloboNews e no G1.

É realmente razoável dar palco e peso a uma narrativa apresentada por um assassino para atingir a imagem de um governador com mais de 35 anos de vida pública?

Num momento grave como esse é necessário fazer o básico: separar denúncia de prova.
Um rabisco num pedaço de papel não é, por si só, prova pericial. Uma etiqueta de dinheiro e uma fotografia também não explicam origem, contexto ou ligação com qualquer crime. Acusações graves exigem evidências graves, não apenas versões lançadas no ambiente político.

Esse rabisco que é a prova? 😳

Há ainda uma pergunta incômoda sobre o timing. Se essas supostas provas existiam desde a época do crime, por que só aparecem agora, em pleno ano eleitoral? O assassino confesso já mudou de versão inúmeras vezes, por isso que o que ele acusa e delata exige cautela redobrada antes de transformar o acusador em personagem central de uma narrativa política.

Afastamento Daniel Brandão 

O afastamento de Daniel Brandão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), por decisão do ministro Flávio Dino, também colocou o caso no centro da disputa entre adversários. Não é segredo que Dino e Brandão estão em campos políticos opostos. Por isso mesmo, qualquer acusação precisa ser examinada com método e não consumida como espetáculo.

Num Estado Democrático de Direito, a sede por impacto não pode atropelar a responsabilidade jornalística. Antes de perguntar quem será beneficiado politicamente pela denúncia, é preciso perguntar: onde estão as provas?

Procuradoria Regional Eleitoral afirma que a pendência compromete a quitação eleitoral, requisito para o registro; senador terá sete dias para apresentar defesa e documentos

O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA) o indeferimento do registro de candidatura de Weverton Rocha (PDT) ao Senado nas eleições de 2026. A Procuradoria Regional Eleitoral sustenta que o senador não teria comprovado, até o momento da impugnação, a regularização de uma das multas eleitorais registradas em seu nome.

A manifestação do MPE aponta que o relatório de registro de candidatura identificou duas multas aplicadas ao parlamentar. Uma delas teria sido paga, mas a segunda permanecia em aberto quando o pedido de impugnação foi apresentado. Segundo o órgão, não havia nos autos comprovante de pagamento nem documento capaz de demonstrar a quitação da pendência.

A Procuradoria afirma que a situação interfere na chamada quitação eleitoral, uma das condições exigidas pela legislação para o registro de uma candidatura. Com base nesse entendimento, o Ministério Público defende que, enquanto a multa não for regularizada e comprovada no processo, Weverton não reúne todos os requisitos necessários para disputar a eleição ao Senado.

O caso, porém, ainda não está decidido. O TRE-MA já citou o senador para que apresente defesa, documentos e outras provas no prazo de sete dias. Depois dessa etapa, a Corte Eleitoral deverá analisar os argumentos das partes e decidir se o registro da candidatura será deferido ou indeferido.

A pendência pode ser regularizada

A legislação eleitoral permite que a situação seja corrigida durante a tramitação do processo. Conforme a Súmula nº 50 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o pagamento de multa eleitoral realizado depois do pedido de registro, mas antes do julgamento, pode afastar o impedimento relacionado à quitação eleitoral.

Na prática, isso significa que o eventual pagamento da segunda multa, acompanhado da comprovação nos autos dentro do prazo processual, poderá ser considerado pelo TRE-MA antes da decisão. Caso a pendência permaneça sem regularização ou não seja devidamente comprovada, o MPE manterá a defesa pelo indeferimento da candidatura.

Marcelo Tavares reassume a presidência da Corte durante o período determinado na decisão do ministro Flávio Dino, do STF

O Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) terá mudança temporária no comando. O conselheiro Daniel Itapary Brandão foi afastado cautelarmente da presidência da Corte por 180 dias, por determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na manhã desta segunda-feira, 17.

Com o afastamento, o conselheiro Marcelo Tavares, atual vice-presidente e ex-presidente do Tribunal, reassume o comando do TCE-MA durante o período estabelecido.

A decisão ocorre no contexto de investigações conduzidas pela Polícia Federal que alcançam fatos relacionados ao Maranhão. Entre os elementos mencionados na cobertura do caso está o chamado Tech Office, onde, em 2022, ocorreu o homicídio do empresário João Bosco Oliveira.

Daniel Itapary já havia negado publicamente qualquer relação com o crime e afirmou que acusações que tentavam vinculá-lo ao episódio não tinham respaldo fático ou jurídico. 

O afastamento determinado nesta segunda-feira tem caráter cautelar e duração de 180 dias, não representando, por si só, condenação ou conclusão definitiva sobre responsabilidade criminal.

Ex-secretário de Flávio Dino

Ex-Casa Civil de Flávio Dino assume

Marcelo Tavares, que passa a comandar a Corte no período, já ocupou a presidência do TCE-MA. Antes de integrar o Tribunal, também exerceu funções no Executivo estadual, incluindo a chefia da Casa Civil durante a gestão de Flávio Dino. 

A mudança no comando do Tribunal ocorre em um momento particularmente sensível no Maranhão, marcado pelo início da corrida eleitoral e por um ambiente político de forte movimentação. A substituição temporária de Daniel Brandão por Marcelo Tavares, portanto, acrescenta um novo elemento ao cenário institucional do Estado, justamente quando as articulações para 2026 ganham intensidade; porém, as investigações em curso não representam, por si só, uma conclusão sobre responsabilidade ou eventual condenação.

Estamos a poucos meses de uma eleição para o governo do Maranhão. Os grupos políticos estão em confronto aberto e o Maranhão não merece uma sentença televisiva.

O governador Carlos Brandão reagiu com indignação neste sábado (15), à acusação da Polícia Federal de que seria o “provável líder” de uma organização criminosa investigada no Maranhão.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Brandão classificou a acusação como inadmissível e destacou que, em mais de 35 anos de vida pública, nunca respondeu a nenhum processo.

A manifestação ocorreu um dia após a divulgação de decisões do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que retirou o sigilo de documentos relacionados às investigações. O caso ganhou repercussão nacional após reportagem exibida pelo Jornal Nacional.

Ainda no vídeo, o governador afirma que as acusações acontecem em meio ao rompimento entre dois grupos políticos que durante anos estiveram aliados no Maranhão.

O governador sustenta que é vítima de perseguição política e reage ao que considera uma acusação de extrema gravidade contra sua trajetória pública.

“Quando acusações surgem a partir de disputas de bastidores, cabe à Justiça restabelecer os fatos e garantir o respeito às leis.”

E completou:

“A minha resposta continuará sendo trabalho firme, presença nos municípios e dedicação integral ao futuro do Maranhão.”

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Estamos a poucos meses de uma eleição para o governo do Maranhão. Os grupos políticos estão em confronto aberto e o Maranhão não merece uma sentença televisiva.

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  • Mônica

    Mônica Alves

    O blog Mônica Alves é um veículo de comunicação virtual, que vai informar, sugerir e analisar assuntos políticos, bastidores e comportamentos variados do estado do Maranhão e do Brasil.

    Ao criar essa página, quero contribuir e levantar questionamentos subjetivos dos mais simples aos que ganham grandes espaços de notoriedade, além de dar espaço à boas histórias, com personagens e lugares que serão (re) descobertos por meio de relatos em viagens, festividades culturais e visitas etnográficas, mas que nem sempre têm a oportunidade do destaque merecido.