Eleita pelo MDB na 11ª colocação estadual, advogada superou nomes tradicionais na votação e amplia a presença política do grupo na região Central

A agora deputada estadual, Bruna Pessoa, ao lado do irmão, Fernando Pessoa, prefeito de Tuntum

A força política de Tuntum ganhou novo espaço na Assembleia Legislativa do Maranhão. Bruna Pessoa (MDB) foi eleita deputada estadual com 73.125 votos, a 11ª maior votação do estado, em uma estreia que coloca o grupo liderado pelo prefeito Fernando Pessoa em evidência para além dos limites do município.

Advogada, Bruna disputou a eleição com o apoio do irmão e terminou à frente de candidaturas experientes e com presença consolidada na política maranhense. Recebeu mais votos que João Igor Carvalho, que somou 69.440; Daniella, com 66.040; e Abigail Cunha, com 65.720.

O resultado reforça a influência de Fernando Pessoa na região Central e marca a chegada de um novo nome ligado ao grupo de Tuntum ao Legislativo estadual. Com 73 mil votos, Bruna não apenas conquistou uma cadeira: começa o mandato com uma votação expressiva e a expectativa de transformar esse apoio em atuação pela população maranhense.

Eleito pelo MDB, advogado e ex-secretário de Saúde agradeceu aos eleitores e reafirmou o compromisso de “cuidar” do Maranhão.

O dono dos mais de 66 mil votos 

Uma promessa feita durante a campanha começou a ganhar forma neste domingo (4). Tiago Fernandes foi eleito deputado estadual pelo MDB, com 66.500 votos, e está entre os 42 parlamentares que vão compor a Assembleia Legislativa do Maranhão a partir de 2027.

Advogado e ex-secretário de Estado da Saúde, Tiago celebrou o resultado nas redes sociais. Na mensagem, agradeceu aos eleitores e às pessoas que caminharam com ele durante a campanha.

“Eu disse que não chegaria sozinho à Assembleia Legislativa. E hoje, graças a Deus e à confiança de vocês, essa promessa começa a se cumprir!”

O deputado eleito também falou sobre o que pretende fazer com a confiança recebida: transformá-la em trabalho pelo estado.

“Vocês me deram a confiança. Agora, é minha vez de retribuir com ainda mais trabalho pelo Maranhão!”

Ao encerrar a mensagem, resumiu em poucas palavras o compromisso que marcou sua trajetória profissional e que agora acompanha sua chegada à vida parlamentar: “Cuidar é compromisso. E o nosso continua!”

A campanha terminou. A partir de 2027, começa uma nova etapa e será no trabalho pela população que essa promessa seguirá sendo acompanhada.

Tem coisa que acontece no Brasil que a gente lê, relê e ainda custa acreditar.

Nesta quinta-feira, 1º de outubro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou o retorno imediato de Paulo Curió ao comando da Prefeitura de Turilândia.

Curió estava afastado do cargo desde dezembro de 2025, no contexto das investigações da Operação Tântalo. O Ministério Público do Maranhão ofereceu denúncia contra ele e outros investigados, apurando suspeitas que envolvem, entre outros crimes, organização criminosa, fraude em licitações, corrupção, peculato e lavagem de capitais. A denúncia foi apresentada em janeiro deste ano.

Agora, por decisão de Moraes, ele volta. E é justamente aí que começa a discussão que não pode ser calada.

A decisão do ministro sustenta que o afastamento já ultrapassava nove meses e que as razões que justificaram originalmente a medida cautelar precisavam ser reavaliadas diante da evolução da investigação. Moraes considerou excessivo manter a suspensão do exercício do mandato por tanto tempo e determinou o retorno do prefeito.

É uma decisão judicial. E decisão judicial se cumpre. Mas cumprir uma decisão não significa que a sociedade esteja proibida de questionar os efeitos dela; porque estamos falando de uma prefeitura. Estamos falando de uma cidade inteira.

Estamos falando de dinheiro público, contratos públicos, servidores públicos e de uma população que tem o direito de perguntar que mensagem está sendo transmitida quando alguém alvo de uma investigação dessa dimensão retorna ao comando do município antes mesmo de a denúncia ter sido analisada pelo tribunal de origem.

As cautelares não desapareceram

Paulo Curió continuará usando tornozeleira eletrônica, está proibido de manter contato com corréus, investigados e testemunhas e também não poderá contratar ou realizar determinadas transações administrativas com empresas citadas na investigação. Juridicamente a investigação continua, mas, administrativamente, o prefeito volta a sentar na cadeira de prefeito. E é claro, é isso que ele vinha sonhando há 9 meses; até porque é a única coisa que sempre interessou foi “a chave”.

Houve prisão preventiva. Houve afastamento. Houve uma investigação de grande proporção. Houve denúncia do Ministério Público. E houve uma série de medidas cautelares que continuam vigentes, mas, agora, mesmo assim, diante de tudo isso, ele recebe o presente de voltar ao ocupar o cargo de chefe do município.

No fim das contas, o que fica é a imagem de um país em que as instituições parecem cada vez mais bizarras, decisões cada vez mais difíceis de explicar e uma inversão de valores que assusta. O errado virou certo, o absurdo virou rotina e o cidadão parece ter sido condenado a assistir a tudo calado.

O vereador Beto Castro (Avante) foi eleito, nesta quinta-feira (1º), presidente da Câmara Municipal de São Luís para o biênio 2027-2028. A votação ocorreu durante sessão extraordinária e teve chapa única.

Encabeçando a chapa “Gael – Coração Valente”, Beto Castro recebeu 21 votos dos 31 vereadores que compõem a Casa. Os outros dez parlamentares não participaram da sessão. O grupo apoiava a candidatura de Marquinhos Silva (União), que não chegou a registrar chapa, e questionava na Justiça o processo eleitoral.

A eleição ocorreu após uma disputa judicial em torno da realização do pleito. Decisões do Tribunal de Justiça do Maranhão mantiveram a votação para esta quinta-feira. Durante a sessão, o atual presidente da Casa, Paulo Victor, conduziu os trabalhos e apresentou as regras da eleição.

Com o resultado, Beto Castro sucederá Paulo Victor na presidência do Legislativo Municipal e assumirá oficialmente o comando da Câmara a partir de janeiro de 2027.

Nova Mesa Diretora

Além da presidência, a eleição definiu os demais integrantes da Mesa Diretora para o próximo biênio:

  • Presidente: Beto Castro
  • 1º vice-presidente: Thyago Freitas
  • 2º vice-presidente: Octávio Soeiro
  • 3º vice-presidente: Daniel Oliveira
  • 1ª secretária: Raimundo Penha
  • 2ª secretária: Coletivo Nós
  • 3º secretário: Edson Gaguinho
  • 4ª secretária: Rosana da Saúde
  • 5º secretário: Raimundo Júnior

A nova Mesa Diretora ficará responsável pela condução dos trabalhos legislativos e pela administração da Câmara Municipal durante o biênio 2027-2028.

Após a eleição, Beto Castro afirmou que pretende conduzir a Casa sem perseguições aos vereadores que não apoiaram sua chapa e também criticou o que classificou como interferências externas no processo.

A eleição encerra uma disputa que movimentou os bastidores da Câmara de São Luís e também foi parar na Justiça. A partir de janeiro, Beto Castro terá pela frente o desafio de conduzir o Legislativo municipal durante os próximos dois anos.

Uma nova ponte começa a mudar a rotina de moradores de uma comunidade na região do Ribeirão, em São Luís. A estrutura liga a Rua São Raimundo à 1ª Travessa do Ribeirão e facilita o acesso de famílias que vivem na região, incluindo áreas próximas às palafitas.

A construção foi realizada graças a atuação do vereador Astro de Ogum, que acompanhou a demanda apresentada pelos moradores e trabalhou para que a antiga dificuldade de acesso pudesse ser transformada em uma solução concreta.

Para quem vive na comunidade, a ponte representa mais do que uma passagem; é uma ligação que facilita a circulação de pessoas, o acesso às residências e o deslocamento diário de quem precisa sair para trabalhar, estudar ou buscar serviços básicos.

Em áreas onde as condições de mobilidade são historicamente mais difíceis, uma intervenção como essa também contribui para aproximar a comunidade e melhorar a integração entre os moradores.

“Não sou candidato, mas, mesmo assim, estou fazendo”

Astro de Ogum tem construído sua atuação política justamente a partir do acompanhamento de demandas que chegam das comunidades. Mesmo sem estar disputando um cargo eletivo nas eleições deste ano, o vereador mantém uma agenda voltada para bairros da capital e para pautas apresentadas diretamente pela população.

Em uma publicação sobre a nova ponte, Astro destacou justamente essa postura. “Eu tenho candidato, mas não sou candidato”, afirmou, ao falar sobre a continuidade do trabalho mesmo fora de uma disputa eleitoral.

 Ponte que interliga a Rua São Raimundo a 1ª Travessa do Ribeirão Ribeirão.

A declaração resume uma ideia que tem acompanhado a atuação do vereador: a presença nas comunidades não precisa estar condicionada ao período eleitoral.

No Ribeirão, essa presença se materializou em uma obra que passa a fazer parte do cotidiano de quem precisava conviver diariamente com as dificuldades de acesso.

E, para uma comunidade onde uma ponte pode significar chegar em casa com mais segurança, levar uma criança à escola ou simplesmente circular com mais facilidade, a mudança está justamente nas coisas mais básicas da vida.

Astro de Ogum, nesse caso, aparece não como o personagem de uma promessa, mas como o agente político que levou uma demanda comunitária até uma solução concreta.

Por: Mônica Alves

O Brasil acorda, vive e dorme sob o bombardeio incessante das casas de apostas. Basta ligar a televisão ou acessar rede social antes para perceber que a União não apenas permitiu o avanço das casas de apostas, mas, entregou o país a elas.

O que no início nos venderam como um entretenimento inofensivo e uma promissora fonte de arrecadação fiscal, se revelou, na prática, uma engrenagem voraz. Uma engrenagem que capturou o nosso mercado, capturou o nosso esporte e, o mais grave, vem corroendo a vida de milhões de famílias brasileiras.

E, pasmem: para entender a dimensão dessa subserviência e dependência, não precisamos ir longe; basta a gente olhar para o futebol nacional, a maior paixão cultural do país que, há poucos dias, emitiu uma nota oficial pela diretoria do Flamengo diante das movimentações do Governo Federal para conter ou proibir a atuação das bets no Brasil. Ao protestar contra a medida alegando “insegurança jurídica” e risco de colapso financeiro nas estruturas do clube, a direção rubro-negra fez mais do que defender seus contratos comerciais: ela assinou um atestado explícito de sujeição. Quando a maior e mais rica instituição esportiva do país admite que o futebol não se sustenta sem a irrigação contínua do dinheiro de apostas, fica claro que o esporte perdeu a sua autonomia. O futebol virou mero pano de fundo para a roleta digital.

O domínio sobre o futebol brasileiro é o exemplo mais nítido dessa capitulação. Hoje, é praticamente impossível assistir a uma partida sem ser assediado por dezenas de marcas de apostas estampadas nas camisas dos clubes, nos painéis do estádio e nas transmissões esportivas.

Essa “venda” que fizeram do país, contudo, não se limita somente aos gramados. As casas de apostas drenaram recursos do mercado financeiro e da economia real, afetando o orçamento das famílias brasileiras e desviando o consumo de bens essenciais para o abismo da ilusão do ganho fácil.

A contradição se torna ainda mais evidente na esfera política. O mesmo Governo Federal que abriu as portas e regulamentou a proliferação dessas plataformas agora ensaia atos de força e discursos inflamados contra o setor. Em plena corrida de conveniências políticas e em tom de urgência eleitoral, tenta-se dar uma “canetada salvadora” para conter o monstro que o próprio Estado ajudou a alimentar. É a política do apagar de incêndio: cria-se o problema, permite-se que ele crie raízes profundas no consumo das famílias e na economia real, e depois busca-se o aplauso fácil ao tentar proibir aquilo que antes se chancelou.

Mas para além do viés econômico, do futebol e das manobras de Brasília, existe o fator humano e é nele que essa conta se torna verdadeiramente sombria.

Por trás das telas coloridas e dos influenciadores sorridentes que prometem dinheiro fácil, há um rastro invisível de destruição. O vício em apostas virtuais não é apenas uma perda financeira pontual no orçamento mensal; trata-se de um mal silencioso e homicida, no sentido mais trágico da palavra. Quantos trabalhadores perderam o salário do mês, a dignidade e a paz familiar? Quantas pessoas, tomadas pelo desespero do endividamento irrecuperável viraram dados frios nas estatísticas de depressão e suicídio no nosso país?

Não podemos aceitar que vidas continuem sendo tratadas como margem de erro ou custo colateral de uma atividade que o próprio Governo permitiu escalar sem freios. O Brasil não pode continuar refém nem de bancas de apostas digitais, nem do oportunismo político de quem finge surpresa com o estrago que ajudou a causar.

O debate entre banir definitivamente (criminalizar) ou regulamentar de forma rígida as casas de apostas toca na ferida central da relação entre economia, vício e saúde pública. E isso, querendo ou não, precisa ser feito; mesmo que eu, pessoalmente, acredite que regulamentar tal mal seja apenas uma ilusão. Até porque os modelos das bets não é idealizado para mero entretenimento. Já é da “raiz” das plataformas serem viciantes e enganadoras.

Carregando, aguarde!
  • Mônica

    Mônica Alves

    O blog Mônica Alves é um veículo de comunicação virtual, que vai informar, sugerir e analisar assuntos políticos, bastidores e comportamentos variados do estado do Maranhão e do Brasil.

    Ao criar essa página, quero contribuir e levantar questionamentos subjetivos dos mais simples aos que ganham grandes espaços de notoriedade, além de dar espaço à boas histórias, com personagens e lugares que serão (re) descobertos por meio de relatos em viagens, festividades culturais e visitas etnográficas, mas que nem sempre têm a oportunidade do destaque merecido.